História do Movimento Missionário
“Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações...”. Há poucos textos bíblicos tão conhecidos e citados quanto esse, frequentemente denominado de a “Grande Comissão”.
Ao longo dos séculos, essas palavras de Jesus têm inspirado milhões de crentes a levar o Evangelho aos lugares mais remotos da Terra. Uns têm dado dinheiro; outros têm dado a vida. Uns foram bem recebidos; outros morreram como mártires nas mãos daqueles que esperavam evangelizar. Em obediência a essas palavras, igrejas têm sido estabelecidas; escolas e hospitais, construídos; injustiças, desfeitas; mulheres oprimidas por tradições ancestrais, libertas, como também se têm ensinado milhões de pessoas a melhorar suas
criações, a cuidar de sua saúde e a ler. Muitos idiomas que só existiam em forma oral têm sido transcritos.
Se essa fosse toda a história, teríamos razões de sobra para nos gloriarmos e nos orgulharmos. Mas existe também o outro lado. Ao longo dos séculos, e até o dia de hoje, muitos cristãos fizeram uso, e ainda o fazem das palavras de Jesus para propósitos imperialistas ou lucrativos. Cristãos que, tomando o mandato missionário como índice de sua própria superioridade, e, com esse sentido de superioridade, têm destruído culturas e civilizações, estabelecido e defendido regimes despóticos, recorrido às armas para forçar os mais fracos a crer e justificado o
injustificável.
Tais desmandos nem sempre foram cometidos por hipócritas que simplesmente desejavam aproveitar-se da fé cristã. Também foram cometidos por cristãos sinceros, convencidos de que a expansão de sua fé justificava suas ações e que com isso serviam a Deus. Convencidos da verdade de sua fé, muitos creram que isso também era índice da superioridade de sua cultura e, com esse sentido de superioridade, destruíram nações, violando identidades e oprimindo indefesos.
Tudo isso confere ao estudo da história das missões sua importância e urgência. A história da expansão do cristianismo é, por sua vez, inspiradora e aterradora, servindo-nos de chamado e advertência. Chama-nos a seguir a linha esplendorosa daqueles que antes de nós deram testemunho de sua fé. E adverte-nos do perigo de imaginar que, por sermos cristãos fiéis, não precisamos nos preocupar com as consequências de nossas ações e de nossas atitudes.
Breve Dicionário de Teologia
O Breve Dicionário de Teologia, que agora aparece em língua portuguesa, e que originalmente foi escrito em inglês e espanhol, oferece um vocabulário necessário para o teólogo iniciante para que possa estar em diálogo com a teologia dos séculos passados.
Não há justificativa alguma para dificultar a leitura teológica com o uso de termos técnicos para os leitores e leitoras, pois nem sempre eles entendem.
Seu propósito não é dizer tudo sobre cada tema, mas tão-somente o necessário para poder ler e entender livros e tratados teológicos. Uma ferramenta para estudantes que começaram cedo.
O Autor:
Justo González, é bacharel em teologia pelo Seminário Evangélico de Matanzas, em Cuba, e doutor em filosofia pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. É casado com a professora de história Catherine Gunsalus Gonzáles, e mora em Atlanta, Georgia, Estados Unidos, onde se dedica ao ensino, pesquisa e produção de livros.