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O livro revela que o verdadeiro sentido da teologia é a antropologia e que não há diferença entre o sujeito ou a essência humana e a divina e que a diferença que se estabelece entre os predicados teológicos e os antropológicos não tem razão de ser.
E diz mais: a religião é uma revelação solene das preciosidades ocultas do homem, a confissão dos seus mais íntimos pensamentos, a manifestação pública dos seus segredos de amor.
A Essência do Cristianismo contém uma crítica radical da teologia. Mais do que isto, ela contém uma demitologização das pretensões teóricas da religião. Como, portanto, justificar a afirmação anterior, de que Feurbach era um apaixonado pela religião?
Ele mesmo nos dá a resposta. Sua intenção não era destruir, mas redescobrir; não silenciar a voz da religião, como ilusão ou quimera, mas oferecer um código que nos permitisse entender os seus segredos.
Feurbach denomina seu método de histórico-filosófico, em oposição à mera análise histórica do cristianismo. A análise é histórica porque os seus materiais básicos são extraídos das expressões históricas da religião.
Mas o histórico é qualificado pelo filósofo. Assim, em oposição à crítica histórica que simplesmente pergunta se o milagre ocorreu ou não, diz Feurbach: Eu mostro o que é o milagre [...] o poder do milagre é nada mais que o poder da imaginação.
Aquilo que uma crítica histórica elinina como inverossímel, a crítica histórica-filosófica retém como expressão ou revelação da essência humana.
Ludwig Feurbach é filósofo e antropólogo alemão, é reconhecido por sua teologia humanista e pela influência que seu pensamento exerce sobre Karl Marx. Inicialmente estudou teologia em Heidelberg.
Mais tarde foi para Berlim, curioso para entrar em contato com Hegel e sua filosofia. Em 1830, lecionou em Erlagen e, em 1848, em Heidelberg.




















