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Corpo e Comunicação - Sintoma da Cultura

Corpo e Comunicação - Sintoma da Cultura

Marca: Paulus Editora Referência: 4356

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O corpo virou uma verdadeira obsessão. Está perturbadoramente em todas as partes. Comentado, transfigurado, pesquisado, dissecado na filosofia, no pensamento feminista, nos estudos culturais, nas ciências naturais e sociais, nas artes e literatura. Nas mídias, suas aparições são levadas ao paroxismo. Como explicar essa onipresença? Esse é o cenário que a pesquisadora e professora [u][i][b]Lucia Santaella[/b][/i][/u] coloca em pauta na obra Corpo e comunicação: sintoma da cultura que apresenta as questões do corpo como tema central. A longa tradição cultural, que costumava dar segurança às imagens sobre o nosso eu e o nosso mundo próprio, entrou em crise no século XX. Uma crise do sujeito, do eu, da subjetividade que coloca em causa até mesmo ou, antes de tudo, nossa corporalidade e corporeidade. A proeminência do corpo e a perplexidade que ele tem provocado no pensamento atual vem penetrando até mesmo dentro de seus redutos tradicionalmente mais legítimos: a medicina e a biologia. Nestas, a questão do corpo deixou de ser pacífica para se transformar em um problema com implicações legais, éticas e antropológicas. O corpo foi se tornando, assim, um nó de múltiplos investimentos e inquietações. Sua problematização, nos aspectos psíquicos, comunicacionais, culturais, sociais, antropológicos e filosóficos, foi entrando cada vez mais no campo de preocupações de intelectuais nacionais e internacionais até se converter em um dos grandes temas da cultura. Constituído pela linguagem, sobredeterminado pelo inconsciente, pela sexualidade e pelo fantasmático e também construído pelo social, como produto de valores e crenças sociais, o corpo é hoje o nó górdio no qual as reflexões culturais contemporâneas são amarradas. As razões para isso são muitas. Dentre elas, de um lado, as feridas narcísicas que as descobertas freudianas provocaram ao diagnosticar as desordens identificatórias que constituem o eu, do qual a imagem corporal, sempre fragmentada, é inseparável. De outro lado, surgiram os avanços da biologia, da engenharia genética, da medicina, as máquinas exploratórias para o diagnóstico médico, a multiplicação crescente e assoberbante das imagens do corpo nas mídias, as simbioses cada vez mais íntimas do corpo com as tecnologias. Agindo conjuntamente, todos esses fatores constituem uma força perturbadora das tradicionais ilusões sobre a estabilidade de nossos limites corporais e de sua identidade unitária. Nessa conjuntura, Corpo e comunicação: sintoma da cultura nasceu do desejo de participar e tomar partido em relação à questão do corpo, que, por nos inquietar, exige a entrada em cena de nosso pensamento para que ele possa, de alguma maneira, contribuir na construção dialógica da discussão. Para isso, à luz da hipótese de que o corpo tornou-se um sintoma da cultura, estão trabalhadas no livro as relações do corpo com as tecnologias, sua onipresença nas mídias e na moda e suas transfigurações na arte tecnológica.

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